Pedilanthus tithymaloides ou Sapatinho-do-diabo
Ofereceram-me esta planta de interior há vários meses, ainda no Inverno, e confesso que não lhe tenho dado grande atenção. Como não conhecia a espécie, penso que mentalmente a encaixei na categoria das plantas-que-são-novidade-mas-não-duram-muito. No entanto, nos últimos dias, dei por mim a admirar o estoicismo desta planta. Estava há muitos meses no vaso minúsculo em que foi comprada no IKEA, e com grande negligência no que diz respeito a regas, mas mesmo assim aguentou-se muito bem, sem perder folhas e deitando inclusivamente algumas novas.
Decidi pois, e primeiro que tudo, tentar identificar a espécie desta planta de interior e, na sequência, descobrir qual a melhor forma de cuidar da mesma.
Depois de passar inutilmente algum tempo no Google Images a ver fotografias de plantas na vã esperança de encontrar alguma que fosse minimamente parecida, tive uma daquelas ideias que ficaria para a história, caso a história fosse uma compilação de factos que não interessam para nada. Se quem me ofereceu esta planta, a comprou no IKEA, porque não ir até ao site deles, e ver se tinham por lá o nome da espécie? Bem dito, bem feito. Lá estavam os vasos de Pedilanthus tithymaloides, bem visíveis na secção de plantas de interior.
Ainda entusiamado com o meu rasgo de génio, e já munido do nome da planta, fui então à procura na web dos melhores cuidados a ter com a Pedilanthus tithymaloides. Aqui fica o resumo da minha pesquisa:Luz: Gosta de luz forte, aguentando mesmo algumas horas de sol directo.
Temperatura: Gosta de calor.
Rega: Aguenta muito bem períodos de seca (como eu próprio comprovei), mas prefere obviamente ser regada como deve de ser, ou seja, moderamente na Primavera e Verão, e ainda menos no Inverno.
Humidade: Resiste bem ao ar seco. É aliás proveniente das florestas tropicais secas existentes na Flórida(EUA), México, América Central e parte norte da América do Sul.
Solo: Deve ter boa drenagem e em simultâneo compactar um pouco as raízes. A Pedilanthus não gosta de ter muito espaço no vaso.
Adubação: Uma vez por mês, na Primavera e Verão.
Propagação: Por estaca, muito fácil. As estacas enraizam facilmente em água ou na terra.
Poda: Pode ser efectuada para renovar a planta, que desponta muito facilmente.
Com base nesta informação, mudei a minha Pedilanthus para um vaso não muito maior, com uma mistura 50/50 de terra normal e turfa fertilizada.
Como curiosidade, posso ainda referir que esta planta aparece associada a diversos estudos "científicos", e que possui aparentemente diversas propriedades medicinais. Pese embora não tenha conseguido averiguar a validade desses estudos, uma coisa posso afirmar com certeza: A seiva ou látex que sai desta planta quando a cortamos, é cáustica e tóxica. Assim sendo, recomendo o uso de luvas quando for altura de a podar. Se quiserem enviar alguns exemplares para o primeiro-ministro português, José Sócrates, com a indicação de que esta planta de interior é óptima para fazer um cházinho, também podem. Mas não digam que fui eu quem deu a ideia. Caso contrário, qual Jornal de Sexta da TVI, ainda sou "convidado" a desligar o meu blog.