Tenho a certeza que todos vocês, assim que viram pela pela primeira vez a gravura acima reproduzida, pensaram de imediato, "Olha, ao que parece o Alex encontrou um dos meus livros favoritos sobre plantas de interior, o Rerum medicarum Novae Hispaniae thesaurus". Certo?
Begonia gracilis - Ilustração de Robert Kaye Greville, 1830Depois desta introdução, porventura absolutamente desnecessária, passemos então à planta de interior de que vos quero falar neste post, a Begonia bowerae var nigromarga, um híbrido da Begonia bowerae, descoberta pela primeira vez no México, em 1948.
Esta é uma begónia com um aspecto muito retro, e a prova disso mesmo é que quase todas as pessoas com quem falo me dizem uma frase do género, "a minha avó tinha uma".Já a minha avó, que eu me lembre, não tinha nenhuma, mas é de facto uma planta que está no meu imaginário. É-me fácil imaginar esta planta de interior nos lares portugueses de há 30 anos atrás, no seu vaso de porcelana florida, por cima de uma televisão a preto e branco, devidamente protegida da humidade pelo tradicional napperon.
Tive a felicidade de me oferecem uma destas Begonia bowerae há pouco tempo, e felizmente já me pude aperceber que é uma planta extremamente fácil de cuidar. Como todas as outras begónias que possuo, tentei dar-lhe um solo "leve", com mais turfa do que terra e uma boa quantidade de argila expandida no fundo do vaso. Está num local onde recebe boa luz, mas sem sol. Geralmente deixo a terra secar um pouco antes de regar de novo. Pese embora as begónias gostem de humidade, nunca me preocupei em colocar o vaso sobre seixos húmidos, ou outra coisa parecida. O simples facto de estar rodeada por outras plantas, parece ser o suficiente. Desde sempre que evito pulverizar com água as folhas das begónias, pois demasiadas fontes de informação afirmam que isso pode causar problemas com fungos. Desconheço no entanto se tal será mesmo assim, mas, no que diz respeito às minhas plantas, prefiro jogar sempre pelo seguro.