Embora anseie secretamente que tenham gostado do meu post anterior sobre a Aspidistra elatior, e que tenham inclusivamente dado um pulinho até ao YouTube para ouvirem a Gracie Fields a cantar "The Biggest Aspidistra in the World", o facto é que não vos disse muito sobre a forma de cuidar desta magnífica planta de interior. É o que pretendo fazer agora.
Já sabem que a minha "fama" inusitada como apreciador de plantas, tem levado a um aumento considerável do número de vasos cá por casa. Já tive inclusivamente de "negociar" com a minha mulher algum espaço fora do meu escritório para colocar mais uns vasitos (não foi fácil), caso contrário já teria de ter recusado algumas ofertas. Ainda não ouvi a frase "As plantas ou eu, escolhe!", mas pouco falta...
E como recusar uma Aspidistra? Quem gosta de automóveis não ia recusar um "carocha" ("fusca" no Brasil) clássico ou um Morris Mini, certo? Da mesma forma, esta planta de interior é um clássico que não podemos deixar de ter nos nossos jardins dentro de casa.
Primeiro que tudo, como a Aspidistra que me ofereceram veio de um jardim, tive que lavar muito bem os rizomas, as raízes e as folhas, de forma a eliminar o risco de alguma praga ou doença vinda do exterior poder contaminar as minhas outras plantas.
Várias folhas já limpas
Depois da limpeza, vem a parte de preparar o vaso. Para a Aspidistra, podem usar terra normal, tipo "mistura universal", que se compra em qualquer horto ou hipermercado.
Pedras no fundo do vaso, para boa drenagem
E...voilá!
Aspidistra elatior, no seu novo lar!
Não coloquem nunca as Aspidistras ao sol, preferem luz média, numa janela virada a Norte, por exemplo. Pese embora consigam resistir a cantos escuros, há uma diferença entre ter uma Aspidistra que sobrevive ou uma Aspidistra feliz. Não as reguem muito, somente o suficiente para humedecer a mistura de forma uniforme. Deixem secar pelo menos até metade da mistura antes de regarem de novo. Podem usar um fertilizante fraco, mensalmente, na época de crescimento. Usem um pano húmido para limpar o pó que por vezes se acumula nas folhas. Sigam estes cuidados simples e terão na Aspidistra uma planta de interior para muitos anos!