Plantas sortudas - Tradescantia fluminensis

ATENÇÃO: Esta espécie é considerada como invasora, tanto em Portugal como no Brasil. Tenha pois todos os cuidados necessários para que nenhuma parte desta planta entre em contato direto com o meio ambiente exterior. Nunca a plante diretamente no solo. A Tradescantia fluminensis propaga-se facilmente e não deixa crescer plantas endémicas, algumas das quais são espécies ameaçadas. É de muito dificil erradicação.

Tradescantia fluminensis
© LucaLuca / CC BY-SA 2.5
O género Tradescantia deve o seu nome ao famoso botânico sueco Carl Von Linné, que o batizou desta forma em homenagem ao inglês John Tradescant the elder, jardineiro real, colecionador e viajante, nascido cerca de 1570, em Suffolk. A coleção de espécimes e objetos reunida por este inglês, deu origem ao primeiro museu aberto ao público em Inglaterra, o Musaeum Tradescantianum.

Já existe um artigo anterior sobre a Tradescantia fluminensis, mas volto agora a esta planta para vos contar o que aconteceu às estacas que tinha colocado para enraizamento. Vou também mencionar de forma breve, quais os cuidados a ter com a erva-da-fortuna, bem como algumas curiosidades históricas.

Se a navegação por sites de botânica e plantas de interior também é do vosso agrado, já devem ter dado conta que a espécie é por vezes designada como Tradescantia fluminensis Vell., e tem como sinónimo a designação de Tradescantia albiflora Kunth. 

Porque motivo existem dois nomes? 

O primeiro nome é atribuído ao botânico brasileiro José Mariano da Conceição Velloso, que identificou várias espécies na então província do Rio de Janeiro, que em latim se diz Flumen Januarii (daí o nome fluminensis), seguido da abreviatura do nome do botânico: Vell. O segundo nome, Tradescantia albiflora Kunth é atribuído ao botânico alemão Karl Sigismund Khunt.

Conforme referi no meu artigo anterior sobre a Tradescantia fluminensis (e agora já sabem tudo sobre este nome...), ofereceram-me várias estacas, que coloquei prontamente para enraizamento num copo com água. Conforme esperava, passados dois ou três dias as estacas já tinham raíz e ao fim de cinco ou seis dias, algumas já tinham comprimento suficiente para serem transplantadas para um vaso. 

Na foto seguinte, podem ver o vaso que coloquei na minha estante, ao lado do copo com água no qual deixei algumas estacas cujas raízes ainda não estavam suficientemente compridas.

Tradescantia fluminensis ou erva da fortuna
Tradescantia fluminensis
Esta planta de interior pode constituir um elemento de decoração muito interessante. Os seus caules longos, ao penderem de uma estante ou outro móvel, acrescentam de imediato um toque de natureza à divisão onde estiverem.

A erva-da-fortuna é muito tolerante e as regras de manutenção são simples. 

Gostam de luz forte, principalmente as variedades cujas folhas não sejam totalmente verdes, às quais se deve dar mesmo algumas horas de sol. A espécie verde (na foto), não precisa de tanta luz. 

Enquanto o tempo estiver quente, a rega deve ser abundante e o ambiente da divisão onde estão deve ter alguma (h)umidade. Borrifar ocasionalmente as folhas com água pode ajudar nesta tarefa. No inverno, regar apenas o suficiente para não deixar a terra ficar demasiado seca. 

Propagam-se em qualquer altura do ano e pode-se usar terra normal de supermercado, como sempre com pedras no fundo do vaso para proporcionar um bom escoamento. Se cortarmos os caules em qualquer ponto, a planta ramifica, tornando-se mais densa e mais bonita.

A Tradescantia fluminensis faz também parte das 10 plantas de interior mais fáceis de cuidar.