Ficus benjamina - Plantas de interior populares

Plantas de interior: Ficus benjamina
A minha Ficus benjamina
As plantas de interior mais populares nos dias de hoje, não são as mesmas de há 30 ou 40 anos atrás. Nessa época, as pessoas tinham aspidistras (Aspidistra elatior), espargos (Asparagus setaceus), clorófitos (Chlorophytum comosum) e patas-de-cavalo (Farfugium japonicum) nas suas casas, varandas e vãos de escada. Hoje em dia, o que se vê mais são dracenas (Dracaena fragans), fícus (Ficus benjamina) e chefleras (Scheflera arboricola). Mas o encanto das plantas ainda é o mesmo!

Uma das plantas "modernas" que referi, a Ficus benjamina, é hoje omnipresente em quase todos os escritórios, principalmente devido à sua grande capacidade de resistir ao ar seco criado pelos aparelhos de ar condicionado e também às intrigas de escritório.

Tenho atualmente duas Ficus benjamina, uma de folhas verdes e brancas (foto seguinte) e outra de folhas totalmente verdes (foto inicial).

Plantas de interior: Ficus benjamina Starlight
Ficus benjamina "Starlight"
Estas plantas de interior, no seu habitat natural, no Sudeste Asiático e na Austrália, são árvores que podem atingir os 30 metros de altura. Em vossa casa, não as deixem crescer tanto, a não ser que morem numa vivenda ou no último andar de um prédio e precisem de um pára-raios natural.

Na experiência que tenho tido com a Ficus benjamina, posso dizer que não é das plantas mais fáceis. Mantê-las vivas não é difícil, mantê-las bonitas já é outra história (até parece que estou a falar de algumas ideologias políticas).

Acima de tudo percebi que esta planta não gosta de mudanças. Adapta-se a uma determinada luminosidade e temperatura mas se for mudada para outro local, as folhas inferiores podem murchar e cair. Também não gosta de correntes de ar.

Há pois que tratar estas plantas de interior com a deferência que por exemplo um idoso sentado na sua poltrona favorita a ler o jornal (ou a navegar na web para os idosos que não querem ficar desatualizados), nos merece. Convém esclarecer as gerações mais novas que porventura me estejam a ler, que tratar com deferência não é pintar uns graffiti no idoso, ou já agora, nas plantas. Tinta e fotossíntese (ou reumático) não combinam lá muito bem.

Escolham um local com boa luz, mas que só apanhe sol de manhã ou ao fim da tarde. As Ficus benjamina não gostam de muita água, pelo que só as devem regar quando verificarem que pelo menos os três centímetros superiores da terra do vaso já estão secos. Se as regarem demasiado, adivinhem... sim, as folhas caem. Pese embora resistam muito bem ao ar seco, estas plantas gostam bastante de (h)umidade, pelo que devem tentar pulverizá-las uma ou duas vezes por dia. Tê-las sobre um tabuleiro com seixos molhados também é uma boa ideia pois a água da rega, ao evaporar, irá providenciar (h)umidade adicional à planta. Usem adubo líquido uma vez por mês. No inverno não se fertilizam e precisam de ainda menos água.

As minhas Ficus benjamina nasceram de duas estacas que obtive aquando da poda das plantas de interior da minha firma, feita pelas meninas vestidas de verde contratadas para cuidar das plantas. Coloquei-as num copo com água (as estacas, não as meninas) e embora tenha demorado algum tempo, ganharam raiz. E também uma nova vida, junto de um tipo que para além de gostar delas, tira-lhes fotos e publica-as na Internet. Tornei-as famosas portanto!

Leia também aqui, o meu artigo mais recente sobre a Ficus benjamina.