A planta-aranha - Chlorophytum comusum

A minha planta-aranha (Chlorophytum comusum Variegatum) no meu cantinho zen
Como já se devem ter apercebido, a memória da minha infância desempenha um papel muito importante no meu relacionamento com as plantas. Na casa onde vivi durante 24 felizes anos, recordo-me das plantas de interior que a minha mãe tinha, tanto na "varanda grande", como na "varanda pequena", e dá-me grande prazer saber que todas aquelas espécies ainda andam por aí... Cada vez que olho para elas, é como se um pouco do meu passado ainda estivesse presente.

A planta de que irei falar hoje, era chamada pela minha mãe de milho-de-sala, mas os seus nomes comuns mais conhecidos são planta-aranha, clorófito ou gravatinha.

As plantas-aranha ou Chlorophytum comosum, são muito belas e das mais fáceis de cuidar, sendo por isso indicadas para quem não dispõe de muito tempo para se dedicar a este passatempo magnífico, mas ainda assim aprecia a companhia das plantas de interior.

Para além disso, vêm com um bónus, uma vez que purificam o ar das nossas casas! É verdade, se fizerem uma pesquisa no Google com as palavras NASA e Spider Plant, irão verificar que estas plantas fizeram parte de uma experiência conduzida pela NASA, que provou sem margem para dúvidas a eficácia desta espécie em eliminar vários poluentes que existem no nosso ambiente doméstico.

Planta-aranha com a minha Pachira aquatica ao fundo
Os clorófitos gostam de luz forte e podem mesmo receber algumas horas de sol, desde que não seja durante as horas de maior intensidade. 

No verão, estas plantas devem ser regadas com muita frequência, de forma a que a terra nunca seque completamente. Também devem ser pulverizadas à noite com um borrifador, pois a atmosfera seca faz com que as pontas das folhas se tornem escuras. À medida que o tempo for ficando mais frio, deve-se diminuir a intensidade das regas.

Caso se esqueçam de regar ocasionalmente ou as coloquem num local com pouca luz, ainda assim as plantas-aranha resistem muito bem. Elas têm raízes carnudas, o que lhes permite acumular muita água e assim aguentar com bravura períodos de pouca rega. 

Se lhes dermos as condições ideais, tornam-se plantas de interior magníficas, que produzem imensas vezes uns caules finos e compridos, com pequenas plantas-aranha nas pontas. Estas plantas podem se separar da planta mãe e plantar noutro vaso onde facilmente enraízam e dão origem a uma nova planta.


Prodromus Plantarum Capensium, publicado em 1794
Os clorófitos são plantas nativas da África do Sul e foram formalmente descritas pela primeira vez em 1794, por aquele que é considerado o pai da botânica sul-africana, Carl Peter ThunbergAnthericum comosum  foi o nome atribuído por Thunberg naquela altura, mas em 1862, Henri Antoine Jacques reclassificou a planta com o nome Chlorophytum comosum, o qual se mantém até hoje.

As duas variedades mais comuns, para além da espécie original totalmente verde que agora já se vê pouco, são a Chlorophytum comosum Variegatum, que corresponde à foto do início deste artigo (folhas com margens brancas e verdes no centro), e a Chlorophytum comosum Vittatum (folhas com margens verdes e brancas no centro).