Coleus blumei - Plantas de interior para alucinar

Plantas de interior: Kim Jong-IlPara afastar a nossa mente dos problemas do dia-a-dia, nada como mergulhar nos desvelos que trocamos (sim, elas retribuem) com as nossas plantas de interior.

Existem no entanto algumas notícias cujo teor nos leva a querer tomar medidas mais drásticas. Estou-me a lembrar por exemplo da Coreia do Norte, mais exactamente do seu líder Kim Jong-Il e da sua obsessiva mania de estar sempre a celebrar qualquer coisa mandando foguetes, ou da recente vontade do presidente Barack Obama em agradar a fundamentalistas islâmicos e a clones hondurenhos de Hugo Chávez, ou simplesmente o tempo de antena dado à Ana Gomes para que ela fale pela 1.362.723ª vez dos voos da CIA...

É nessas alturas que me apetecia ter à mão um exemplar de Salvia divinorum, para fazer um cházinho, beber e partir numa bela viagem, para outras esferas...

Os índios Mazatecas gostam de chamar à Salvia divinorum, "La hembra" (a fêmea) e ao Coleus pumila, "El macho", este último um nome com o qual me identifico particularmente. Já aos cóleos que vulgarmente cultivamos nas nossas casas Plantas de interior: Coleus blumei(Coleus blumei), os índios chamam-nos de "El niño" e "El ahijado" (afilhado). Isto porque os Mazatecas crêem que os banais cóleos proporcionam também eles viagens alucinatórias. Por este motivo, quando há uns dias atrás me ofereceram duas estacas de Coleus blumei (na foto acima, as duas estacas já colocadas num vaso), pensei que sendo esta espécie o filho ou afilhado dos papás alucinatórios, talvez proporcionasse uma viagenzita aceitável, não em primeira classe mas em classe turística, vá. Cedo me desiludi... Não só descobri (porque LI na Internet) que os índios Mazatecas estão enganados quanto aos supostos efeitos "tripantes" dos Coleus blumei
(derivam quando muito de um efeito placebo), mas também que esta planta é TÓXICA! Assim sendo, desaconselho o tal cházinho. A não ser, claro está, que queiram ir parar ao nosso SNS, ele próprio uma variante do LSD. Em breve, um artigo menos "alucinado" sobre a forma de cuidar destas belas plantas. Até lá, apaguem a televisão e vejam se não terão aí por casa uma plantinha cuja terra precise de ser mudada.